A hotelaria rende-se à natureza
© Domaine de Rochebois – Dordonha
Com a crise sanitária, surgiram novos desejos (aproximar-se da natureza é um deles) que abalaram claramente um mercado com padrões bem estabelecidos, mesmo que este já evoluísse lentamente para um novo modelo de negócio. Esta tendência de regresso ao campo e de procura de um refúgio beneficiou assim os precursores deste modelo de hotelaria e permitiu-lhes realizar uma temporada de verão de 2020 com bons resultados. Os grupos hoteleiros veem aliás aqui uma oportunidade de diversificar a sua oferta através da aquisição de propriedades e de castelos no campo, no litoral ou mesmo na montanha.
Uma clientela à procura de uma verdadeira experiência
Investir num edifício longe de uma grande cidade e sem acesso direto aos transportes públicos era impensável para muitos grupos hoteleiros há alguns anos. Mas a Covid-19 mudou tudo. Com ela, desapareceram os viajantes estrangeiros e de negócios. Daí esta tomada de consciência geral: a hotelaria urbana já não é o único segmento de mercado interessante para estes grupos, que aspiram a diversificar a sua oferta, nomeadamente em direção aos destinos de férias já populares e que o são ainda mais hoje. «Hoje, a clientela hoteleira é sobretudo francesa e procura uma verdadeira experiência. Já não vem apenas para dormir, mas para descobrir os territórios, as paisagens, as atividades e os produtos locais», explica Bertrand Couturié, diretor da BARNES Propriétés et Châteaux.
Ligar o conceito de hotel ao modelo do «campo refúgio»: este é o novo desejo dos turistas franceses. Um desejo multiplicado pela democratização do teletrabalho, que permite hoje aos trabalhadores afastarem-se dos incómodos da cidade (poluição, ruído, espaços pequenos, etc.) e trabalharem em locais mais repousantes. E isto, por vezes, durante longos períodos. «Os produtos hoteleiros de amanhã terão de ter em conta esta nova procura. Será interessante, por exemplo, poder transformar um quarto grande num espaço de vida com pequena cozinha ou escritório num lugar histórico e ao ar livre, para oferecer estadias mais longas. Aliás, vemos estes conceitos de estadias longas em locais de férias desenvolverem-se a nível internacional», comenta Gwenael Bourban, diretor da BARNES Hôtels EMEAA.
O hotel-castelo no campo
Nesta lógica e nesta procura de espaço, o castelo continua a ser o produto de sonho: deve ter no mínimo 25 quartos e vários hectares de terreno, que permitirão propor diversas atividades. Objetivo? Que os hóspedes possam sair da sua rotina a qualquer momento. «Os family offices estão muito virados para este modelo de hotelaria no campo, com uma abordagem mais lifestyle e natureza», comenta Gwenael Bourban. A presença de um lago ou de um plano de água para atividades náuticas, de um haras para passeios a cavalo ou mesmo de cabanas para o « alojamento insólito » é assim apreciada. «Note-se que os solares, até sete quartos, são hoje particularmente procurados pelos particulares que desejam investir num verdadeiro refúgio para toda a família», acrescenta Bertrand Couturié.
Se este modelo de hotelaria agrada, é também pelos seus valores ecológicos e ambientais: a consequência, sem dúvida, de uma mudança de mentalidade. «O ser humano tomou realmente consciência do seu impacto na natureza. Este novo conceito hoteleiro deve, portanto, responder às expectativas dos clientes, como por exemplo a criação e exploração de hortas ou pomares; os produtos da terra são então utilizados na preparação das refeições, como complemento dos de produtores locais, numa lógica de valorização dos circuitos curtos», analisa Bertrand Couturié.
BARNES Hôtels e BARNES Propriétés et Châteaux: uma complementaridade que faz sentido
Embora o departamento BARNES Hôtels, lançado no final de 2019, tenha sido muito rapidamente afetado pela Covid-19 e pelas restrições de deslocação, soube tirar partido deste desejo de natureza para se associar à BARNES Propriétés et Châteaux. Objetivo comum? Propor aos grandes grupos hoteleiros e family offices castelos com todas as características necessárias para oferecer uma verdadeira experiência «natureza» aos turistas.
A curto e médio prazo, esta procura deverá intensificar-se. Por várias razões: «Com as atuais limitações às viagens ao estrangeiro, a clientela francesa redescobre as regiões, a diversidade dos territórios e os seus tesouros. Os grupos hoteleiros já presentes neste segmento esperam conservar e desenvolver esta clientela «doméstica», que se juntará à clientela estrangeira quando as restrições ficarem para trás», conclui Gwenael Bourban.
Outra vantagem deste novo interesse dos grupos hoteleiros por estas propriedades históricas, segundo Bertrand Couturié? A preservação do património francês, muito simplesmente.
BARNES Hôtels EMEAA em resumo…
Criada em 2019, a BARNES Hôtels EMEAA intervém em todos os segmentos do investimento hoteleiro empresarial, nomeadamente hotéis de 4 e 5* com 30 a 150 quartos, em França e na Europa, nos destinos de férias (Sardenha, Grécia, Saint-Tropez, Cannes, Costa del Sol em Espanha) e nas capitais (Paris, Madrid, Roma…), mas também a nível internacional, na zona MEAA: Saint-Barthélemy, Seicheles, Nova Iorque…
O departamento Hotéis da BARNES acompanha todo o tipo de investidores: proprietários particulares abastados, family offices, fundos de investimento e capital partners estrangeiros, investidores institucionais (cotados, aprovados pela AMF, SIIC...), operadores hoteleiros, sociedades imobiliárias europeias…
Para mais informações, contacte Gwenael Bourban, diretor da BARNES Hotels Advisory.
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