A BARNES, pioneira das vendas imobiliárias em criptomoedas em Miami

BARNES 0 Segunda 31 Janeiro 2022
A BARNES, pioneira das vendas imobiliárias em criptomoedas em Miami

O escritório da BARNES Miami acaba de realizar uma venda recorde em criptomoedas, num mercado onde este meio de pagamento é cada vez mais procurado.

Miami (Florida, EUA) está prestes a tornar-se a capital mundial das criptomoedas. Um movimento incentivado pelo seu presidente da câmara, Francis Suarez, que prevê a curto prazo que os habitantes de Miami possam receber os salários ou pagar os impostos em criptomoedas. No imobiliário, Enzo Rosani, diretor associado da BARNES Miami, acaba de realizar a 2.ª maior transação alguma vez realizada na Florida em criptomoeda, por um montante equivalente a 7 milhões de dólares (6,3 milhões de euros). «Este apartamento duplex de 650 m², situado no Marquis Residences, um dos endereços mais prestigiados de Miami Downtown, dispõe de acesso direto a uma praia privada e oferece extraordinárias vistas panorâmicas sobre a Baía de Biscayne»,explica Enzo Rosani. «Para empreendedores geralmente jovens, que fizeram fortuna com as criptomoedas, a questão nem se coloca. É assim que querem pagar todas as suas compras, de uma conta de restaurante a uma transação imobiliária de vários milhões de dólares».

O duplex do Marquis Residences vendeu-se em 24 horas a um preço ligeiramente superior ao preço de apresentação (6,945 milhões de dólares). E bastaram menos de 15 dias para a transação ser oficialmente registada. Neste caso, em Ether (ETH) convertido em USDC, uma criptomoeda indexada ao dólar (1 USDC = 1 $).

Este procedimento é extremamente simples nos Estados Unidos: no centro da transação está um advogado, que representa o comprador e o vendedor e abre uma conta em ETH dedicada a esta operação. No closing, o comprador pode optar por conservar os ETH ou convertê-los em dólares, com toda a transparência. «A estabilidade do USDC permite garantir a segurança da transação, tanto para o vendedor como para o comprador», prossegue Enzo Rosani. «Permite sobretudo afastar os receios ligados à volatilidade da cotação da Bitcoin, por exemplo».

O diretor associado da BARNES Miami estima que, dentro de 5 anos, 30 a 40% das vendas imobiliárias nos Estados Unidos serão feitas em criptomoedas: «Estas transações são uma garantia de segurança e rapidez, eliminando ao mesmo tempo as comissões bancárias associadas às transferências de dinheiro tradicionais».

Miami, que ocupa o primeiro lugar da classificação mundial das cidades mais atrativas no BARNES Global Property Handbook 2022, afirma-se como uma das capitais internacionais das novas tecnologias: em 2021, 9,39% da sua população ativa trabalhava para start-ups!

 «A própria Miami é uma start-up. Há 10 anos que construímos em silêncio uma espinha dorsal financeira que apoia os empreendedores e as empresas». Francis Suarez, presidente da câmara de Miami.

A BARNES Miami coloca-se na linha da frente deste movimento, tanto para a clientela local como para a europeia. «Notamos há alguns meses um crescimento dos pedidos de compradores britânicos, franceses ou espanhóis para imóveis vendidos em criptomoedas», acrescenta Enzo Rosani. «Miami é, com efeito, o lugar perfeito para investir com toda a segurança, num mercado sólido e promissor. Aliás, cada vez mais promotores imobiliários propõem-no espontaneamente nos empreendimentos novos».

A compra de imóveis em criptomoedas é possível em França?

Em princípio, nada proíbe a compra de um imóvel em criptomoeda em França, desde que o vendedor e o comprador estejam de acordo. Em contrapartida, a sua aplicação prática revela-se ainda delicada:

 «O notário não tem o direito de aceitar criptomoedas como meio de pagamento numa venda imobiliária», explica o advogado especializado em Direito imobiliário Gabriel Neu-Janicki. «O que implica que o pagamento seja feito fora da sua contabilidade, o que é perfeitamente possível. Mas, como o notário não poderá determinar a origem dos fundos utilizados, terá de fazer uma declaração à Tracfin, o organismo encarregado da luta contra o branqueamento de capitais. É, portanto, muito provável que os serviços fiscais se debrucem sobre a transação. O que não é necessariamente um problema em si, se as criptomoedas utilizadas tiverem sido ganhas ou convertidas de forma transparente. Em contrapartida, isso pode alongar o prazo da venda, até à sua autorização pela Tracfin».

Já o pagamento dos impostos de registo não poderá ser feito em criptomoedas, uma vez que o Estado francês não aceita (ainda) este meio de pagamento.


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